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terça-feira, 1 de dezembro de 2009

A INFLUÊNCIA AFRICANA NOS RITIMOS LATINOS


A música Latina é o produto de uma cultura que combinou influências da Europa, África e dos povos indígenas da América Latina, assim como dos seus vizinhos Norte-Americanos. Historicamente a música e a cultura Latinas sofreram uma proeminente intervenção das culturas indígenas Africanas, atribuindo às mesmas características de fluidez nessa mistura cultural. Os importantes gêneros da Música Latina como os Cubanos Son, Danzón, Mambo e Bolero, Samba Brasileiro, o Tango Argentino, a Cúmbia Colombiana, a Bomba e a Plena Porto-riquenhas, e o Merengue Dominicano possuem todos uma qualidade rítmica e tonal que deriva da África e suas raízes indígenas. Essas tendências rítmicas e harmônicas compõem as principais distinções sa música Latina para a Européia e a Norte-Americana.

Apesar da mais importante (provavelmente) e internacionalmente reconhecida música Latina no início do século vinte ter sido o Tango, a música que dominou o cenário Latino restante foi a Afro-Cubana. O contexto da música Afro-Cubana é o núcleo da migração das formas culturais Africanas para o Caribe, abrindo espaço para o surgimento de gêneros como o Merengue, Cúmbia e o Samba. A música Afro-Cubana é o gênero mais desenvolvido dentre os que a indústria denomina: Tropical. É também a mais reconhecida devido às várias formas de dança envolvidas, sua influência no Jazz Norte-Americano, sua transformação no que hoje chamamos de Salsa, e acima de tudo, pela introdução da Clave - padrão rítmico de cinco tempos que define de uma forma geral a compreensão da música Latina como ela é.

A importância central de Cuba à música Latina deve-se muito à sua localização geográfica, que a tornou uma das principais estações marítimas para todos os tipos de viagens e comércios dos séculos XVI e XVII. As maiores cidades, como Havana e Santiago, eram consideradas verdadeiros centros da cultura Hispânica no Caribe, que absorviam e contextualizavam a música da Espanha (Andaluzia) e de cidades da Europa como Paris e Nápoles. Sob domínio Espanhol nos séculos XVI e XVII, Nápoles foi o berço da Ópera Bufa - grande influência na música Cubana no século XIX.

Combinando instrumentos musicais Europeus como violão, bandolim e alaúde, e tambores Iorubas como o batá, utilizado em cerimônias religiosas, os Cubanos criaram o tres, um pequeno violão com três conjuntos de cordas duplas; o timbale, o bongô e as congas; assim como os bastões da clave utilizados para manter o tempo de marcação. À medida que Cuba avançava pelo século XIX, instrumentos de corda, flautas e pianos importados da Europa e Estados Unidos começavam a desempenhar um papel cada vez mais importante na música. A batida Afro-Cubana é um arranjo complexo de vários ritmos, derivados de diferentes culturas Africanas, em sua maioria Yoruba e Congolesa. A percussão Africana encontrada nas raízes da música Afro-Cubana é em parte uma forma de comunicação, uma invocação religiosa a um conjunto de Deuses Africanos denominados Orixás. Religiões mundanas da África Ocidental e Central foram trazidas para o Novo Mundo através da escravidão, começando em Cuba no início do século XIX. Os Yorubas trouxeram um complexo sistema de crenças e práticas religiosas que incorporavam rituais de dança e tambores.

SanteriaA Santeria era (e ainda é) uma forma dos Yorubas adorarem seus deuses "disfarçando-os" na identidade de Santos Católicos, como: Xango » Sta. Bárbara | Elegguá » Sto. Antônio. Nos rituais de Santeria (chamados de Bembé) os orixás são chamados para uma espécie de "possessão" - o que vulgarmente chamam de "baixar o santo". Durante as Bembés, músicos/sacerdotes, empunhando seus arrasadores tambores Batá (bem como outros instrumentos que até hoje não são revelados aos descrentes), criavam um delírio induzido por transe que perdurava por horas. Rituais como esses, praticados no início do processo de escravidão no Novo Mundo são ainda bastante comuns em Cuba. As Rumbas derivaram de rituais da Santeria, e apesar de bastante similares, não contam com a mesma função religiosa. Os Orixás são louvados, e a importância dos tambores ainda permanece, mas essa celebração não é exclusiva aos iniciados. As danças presentes nessas festas são igualmente chamadas de Rumbas, e possuem estilos específicos como: Guaguancó | Columbia | Yambú. O Guaguancó se tornaria a forma mais popular de rumba, e contém uma sequência de pergunta-resposta entre dois vocalistas, um coro e um segmento de dança onde um casal (homem e mulher) é rodeado por um círculo de outros dançarinos. O homem rodopia seu corpo imitando um galo que tenta fecundar uma galinha (representada pela mulher/parceira), num belíssimo ritual de cortejo e acasalamento. Na Columbia há apenas um dançarino que executa movimentos rítmicos, fortes e aparentemente agressivos, similares ao da Capoeira. O Yambú conta uma história, com dois dançarinos atuando como as personagens desse enredo, e normalmente utiliza a forma de décima (métrica poética de composição herdada da Espanha -

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